Quando o trabalho remoto se generalizou, prometia mais equilíbrio. Para muitos, trouxe vantagens, mas também revelou um problema inesperado: o isolamento profissional crónico. Não é o mesmo que solidão geral, mas a perda de pequenas interações - o café com um colega, a conversa de corredor ou o almoço partilhado - que criavam pertença e apoio no trabalho.
Segundo o estudo Marktest Medicare de 2025, 65% dos portugueses sentem que a saúde mental não é valorizada no local de trabalho. No contexto híbrido, esta desvalorização assume uma forma específica: o isolamento passa despercebido e, por isso, raramente é tratado.