Descubra insights e

informações valiosas sobre

saúde mental nos nossos artigos.

Síndrome do impostor: quando o sucesso não convence quem o alcançou

Há pessoas que alcançam posições de destaque e, ainda assim, vivem com a sensação de que não merecem o sucesso que têm. Apesar do reconhecimento, continuam a acreditar que, a qualquer momento, serão “descobertas” como insuficientemente competentes. Este padrão chama-se síndrome do impostor.

Descrito em 1978, é hoje reconhecido como um fenómeno psicológico comum, sobretudo em contextos de elevada exigência. Estima-se que afete entre 70% e 80% das pessoas em algum momento da vida, levando muitas a atribuir o sucesso à sorte em vez das próprias capacidades.

Saúde mental após o cancro: o que fica depois do tratamento terminar

Para muitos sobreviventes de cancro, o fim do tratamento é um dos momentos mais difíceis. À volta, todos sentem alívio. Mas a pessoa fica a lidar com um corpo diferente, uma nova perspetiva sobre a vida e a perda da estrutura que existia durante os tratamentos.

A saúde mental dos sobreviventes de cancro continua a ser uma área pouco acompanhada em Portugal. Apesar do aumento do número de sobreviventes, graças aos avanços no diagnóstico e no tratamento, muitos não têm acesso a apoio psicológico estruturado nesta fase de adaptação.

Dificuldade em estabelecer limites relacionais: porque dizer não parece impossível

Há pessoas que chegam à terapia completamente esgotadas, sem uma causa evidente. Quando exploram o dia a dia, surge um padrão: dizem sim quando querem dizer não, assumem mais do que conseguem suportar e sentem-se responsáveis pelo bem-estar de todos. A dificuldade em estabelecer limites é um dos padrões mais comuns em consulta e, muitas vezes, só é reconhecida quando surge o esgotamento. Isto porque estar sempre disponível é frequentemente visto como uma virtude, apesar do custo que acarreta.

Do ponto de vista clínico, estabelecer limites não é erguer muros. É reconhecer o que se consegue e se quer dar, proteger as próprias necessidades e definir o que é aceitável nas relações.

Trauma intergeracional: quando o sofrimento dos pais vive nos filhos

Há padrões que carregamos sem perceber de onde vêm: uma ansiedade persistente, dificuldade em confiar ou formas de lidar com o dinheiro, a autoridade ou o conflito que parecem não fazer sentido à luz da nossa própria história. Muitas vezes, a origem está em gerações anteriores. O trauma intergeracional refere-se à transmissão de padrões emocionais, relacionais e de resposta ao stress através da forma como os cuidadores se relacionam, comunicam e criam o ambiente familiar.

Perceber que parte do que carregamos pode ter raízes no sofrimento de gerações anteriores é, para muitas pessoas, um passo importante para compreender a própria história e iniciar a mudança.

Autocrítica crónica: quando a voz mais dura é a própria

Toda a gente tem momentos de autocrítica. Reconhecer erros e querer fazer melhor faz parte do crescimento. O problema surge quando essa voz interna é constante, excessivamente dura e se ativa perante qualquer imperfeição ou vulnerabilidade. Quando nos tratamos de forma mais severa do que trataríamos qualquer outra pessoa.

Este padrão chama-se autocrítica crónica. Ao contrário do perfeccionismo, que se centra no desempenho, a autocrítica crónica atinge a forma como a pessoa se vê e está associada a níveis mais elevados de ansiedade, depressão e dificuldades nas relações.

Recuperação emocional após relações tóxicas: o que fica depois de sair

Muitas pessoas acreditam que o mais difícil termina quando saem de uma relação tóxica. E sair é, de facto, um passo enorme.

Mas, muitas vezes, é apenas o início do processo.

Depois da relação, podem permanecer padrões como a dificuldade em confiar no próprio julgamento, a hipervigilância, a culpa, a dúvida sobre o que é saudável numa relação e o medo de voltar a errar.

Estas respostas são compreensíveis e tratáveis. Mais do que tempo, merecem reconhecimento e atenção clínica.

Validação externa crónica: quando a opinião dos outros define o que se sente

Há pessoas cujo estado emocional depende quase totalmente da opinião dos outros. Um elogio melhora o dia, uma crítica abala a autoestima, uma mensagem sem resposta ou poucas reações nas redes sociais podem levar a questionar o próprio valor.

Este padrão chama-se dependência de validação externa.

É diferente de apreciar reconhecimento, algo natural e saudável.

O problema surge quando a validação dos outros se torna indispensável para a pessoa se sentir bem consigo própria.

Quem vive com este padrão costuma acreditar que é apenas demasiado sensível ou inseguro, sem perceber que existe uma causa mais específica por trás desse sofrimento.

A crise dos 30 anos: quando a vida que se planeou não é a vida que se tem

Há uma sensação comum quando se chega aos 30: apesar de a vida já estar mais estruturada do que aos 20, persiste uma inquietação difícil de explicar. Surgem dúvidas sobre as escolhas feitas e a sensação de que a versão adulta idealizada ainda não foi alcançada.

Esta crise é marcada pelo confronto entre as expectativas construídas ao longo dos anos e a realidade vivida. É um período de transição em que a estabilidade esperada ainda parece distante, tornando este desfasamento mais difícil de aceitar.

Psicólogo ou psiquiatra?

Como saber qual precisa

É uma das perguntas mais comuns quando alguém decide finalmente pedir ajuda: devo ir a um psicólogo ou a um psiquiatra?

E é uma pergunta legítima, porque a distinção entre os dois não é óbvia, especialmente quando se está a enfrentar algo difícil.

Saúde mental e nutrição:

a ligação que a maioria ignora

Durante muito tempo, a saúde mental e a nutrição viveram em mundos separados. A psicologia tratava a mente, a nutrição tratava o corpo, e raramente estes dois mundos se cruzavam de forma sistemática.

A investigação científica das últimas duas décadas mudou este panorama de forma radical. A relação entre o que comemos e como nos sentimos é muito mais direta e profunda do que se pensava.

Terapia de casal:

quando ir e o que esperar

A maioria dos casais espera demasiado tempo antes de ir à terapia. Esperam até que as discussões sejam constantes. Até que a comunicação tenha quase desaparecido. Até que um dos dois já não tenha a certeza se quer continuar. Esta espera é compreensível: pedir ajuda para uma relação ainda tem um estigma que não existe em pedir ajuda para uma fractura. Mas é custosa, porque quanto mais tarde se intervém, mais difícil é reconstruir o que foi sendo destruído.

A terapia de casal não é só para casais em crise. É uma ferramenta de manutenção, de crescimento e de prevenção.

PHDA em adultos: os sinais que ficaram por diagnosticar

Durante muito tempo, a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção foi considerada uma condição da infância. Esta ideia estava errada. Sabe-se hoje que a PHDA persiste na idade adulta em cerca de 60% dos casos diagnosticados em criança e que uma parte significativa dos adultos com PHDA nunca foi diagnosticada, especialmente mulheres, cujo perfil sintomático é frequentemente diferente do estereótipo masculino hiperativo que dominou os critérios de diagnóstico durante décadas.

O resultado são adultos que chegam à meia-idade com uma sensação persistente de que algo não funciona como devia sem nunca terem percebido porquê.

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Síndrome do impostor: quando o sucesso não convence quem o alcançou

Há pessoas que alcançam posições de destaque e, ainda assim, vivem com a sensação de que não merecem o sucesso que têm. Apesar do reconhecimento, continuam a acreditar que, a qualquer momento, serão “descobertas” como insuficientemente competentes. Este padrão chama-se síndrome do impostor.

Descrito em 1978, é hoje reconhecido como um fenómeno psicológico comum, sobretudo em contextos de elevada exigência. Estima-se que afete entre 70% e 80% das pessoas em algum momento da vida, levando muitas a atribuir o sucesso à sorte em vez das próprias capacidades.

Saúde mental após o cancro: o que fica depois do tratamento terminar

Para muitos sobreviventes de cancro, o fim do tratamento é um dos momentos mais difíceis. À volta, todos sentem alívio. Mas a pessoa fica a lidar com um corpo diferente, uma nova perspetiva sobre a vida e a perda da estrutura que existia durante os tratamentos.

A saúde mental dos sobreviventes de cancro continua a ser uma área pouco acompanhada em Portugal. Apesar do aumento do número de sobreviventes, graças aos avanços no diagnóstico e no tratamento, muitos não têm acesso a apoio psicológico estruturado nesta fase de adaptação.

Dificuldade em estabelecer limites relacionais: porque dizer não parece impossível

Há pessoas que chegam à terapia completamente esgotadas, sem uma causa evidente. Quando exploram o dia a dia, surge um padrão: dizem sim quando querem dizer não, assumem mais do que conseguem suportar e sentem-se responsáveis pelo bem-estar de todos. A dificuldade em estabelecer limites é um dos padrões mais comuns em consulta e, muitas vezes, só é reconhecida quando surge o esgotamento. Isto porque estar sempre disponível é frequentemente visto como uma virtude, apesar do custo que acarreta.

Do ponto de vista clínico, estabelecer limites não é erguer muros. É reconhecer o que se consegue e se quer dar, proteger as próprias necessidades e definir o que é aceitável nas relações.

Trauma intergeracional: quando o sofrimento dos pais vive nos filhos

Há padrões que carregamos sem perceber de onde vêm: uma ansiedade persistente, dificuldade em confiar ou formas de lidar com o dinheiro, a autoridade ou o conflito que parecem não fazer sentido à luz da nossa própria história. Muitas vezes, a origem está em gerações anteriores. O trauma intergeracional refere-se à transmissão de padrões emocionais, relacionais e de resposta ao stress através da forma como os cuidadores se relacionam, comunicam e criam o ambiente familiar.

Perceber que parte do que carregamos pode ter raízes no sofrimento de gerações anteriores é, para muitas pessoas, um passo importante para compreender a própria história e iniciar a mudança.

Autocrítica crónica: quando a voz mais dura é a própria

Toda a gente tem momentos de autocrítica. Reconhecer erros e querer fazer melhor faz parte do crescimento. O problema surge quando essa voz interna é constante, excessivamente dura e se ativa perante qualquer imperfeição ou vulnerabilidade. Quando nos tratamos de forma mais severa do que trataríamos qualquer outra pessoa.

Este padrão chama-se autocrítica crónica. Ao contrário do perfeccionismo, que se centra no desempenho, a autocrítica crónica atinge a forma como a pessoa se vê e está associada a níveis mais elevados de ansiedade, depressão e dificuldades nas relações.

Recuperação emocional após relações tóxicas: o que fica depois de sair

Muitas pessoas acreditam que o mais difícil termina quando saem de uma relação tóxica. E sair é, de facto, um passo enorme.

Mas, muitas vezes, é apenas o início do processo.

Depois da relação, podem permanecer padrões como a dificuldade em confiar no próprio julgamento, a hipervigilância, a culpa, a dúvida sobre o que é saudável numa relação e o medo de voltar a errar.

Estas respostas são compreensíveis e tratáveis. Mais do que tempo, merecem reconhecimento e atenção clínica.

Validação externa crónica: quando a opinião dos outros define o que se sente

Há pessoas cujo estado emocional depende quase totalmente da opinião dos outros. Um elogio melhora o dia, uma crítica abala a autoestima, uma mensagem sem resposta ou poucas reações nas redes sociais podem levar a questionar o próprio valor.

Este padrão chama-se dependência de validação externa.

É diferente de apreciar reconhecimento, algo natural e saudável. O problema surge quando a validação dos outros se torna indispensável para a pessoa se sentir bem consigo própria.

Quem vive com este padrão costuma acreditar que é apenas demasiado sensível ou inseguro, sem perceber que existe uma causa mais específica por trás desse sofrimento.

Psicólogo ou psiquiatra?

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É uma das perguntas mais comuns quando alguém decide finalmente pedir ajuda: devo ir a um psicólogo ou a um psiquiatra?

E é uma pergunta legítima, porque a distinção entre os dois não é óbvia, especialmente quando se está a enfrentar algo difícil.

Saúde mental e nutrição:

a ligação que a maioria ignora

Durante muito tempo, a saúde mental e a nutrição viveram em mundos separados. A psicologia tratava a mente, a nutrição tratava o corpo, e raramente estes dois mundos se cruzavam de forma sistemática.

A investigação científica das últimas duas décadas mudou este panorama de forma radical. A relação entre o que comemos e como nos sentimos é muito mais direta e profunda do que se pensava.

Terapia de casal:

quando ir e o que esperar

A maioria dos casais espera demasiado tempo antes de ir à terapia. Esperam até que as discussões sejam constantes. Até que a comunicação tenha quase desaparecido. Até que um dos dois já não tenha a certeza se quer continuar. Esta espera é compreensível: pedir ajuda para uma relação ainda tem um estigma que não existe em pedir ajuda para uma fractura. Mas é custosa, porque quanto mais tarde se intervém, mais difícil é reconstruir o que foi sendo destruído.

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Durante muito tempo, a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção foi considerada uma condição da infância. Esta ideia estava errada. Sabe-se hoje que a PHDA persiste na idade adulta em cerca de 60% dos casos diagnosticados em criança e que uma parte significativa dos adultos com PHDA nunca foi diagnosticada, especialmente mulheres, cujo perfil sintomático é frequentemente diferente do estereótipo masculino hiperativo que dominou os critérios de diagnóstico durante décadas.

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com rigor clínico, empatia genuína e um plano construído especificamente para si.

Tecemos cuidado em saúde mental. Equipa multidisciplinar de psicólogos, psiquiatras e nutricionistas. Consultas presenciais em Braga e online em todo o país.

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