BLOG TEAR

Art. 03

ANSIEDADE E EMAGRECER

A alimentação é uma necessidade básica de sobrevivência do ser humano. Com a agitação diária e a evolução é notório que houve uma adaptação alimentar com foco na praticidade. Esta adaptação trouxe consigo uma maior ingestão de alimentos processados, açúcares e gorduras, o que pode contribuir para o desenvolvimento de perturbações como a ansiedade (Santos, et al., 2022).


A fome emocional torna-se uma estratégia adotada para a pessoa confortar os seus sentimentos, quase como um reforço positivo, “eu vou comer um pacote inteiro de batatas fritas porque mereço, porque estou triste”. Ou seja, é uma necessidade irreal, que tem impacto negativo na saúde física e psicológica, mas que foi adotado como estratégia desadaptativas.

 

É definida como uma resposta à recompensa, ao impulso e ao prazer.


Sabemos que o consumo de açúcar não tem só um impacto negativo na nossa saúde física, mas também na saúde psicológica, nomeadamente na ansiedade.


Como a Ansiedade Afeta o Comportamento Alimentar

Podemos definir a ansiedade como sendo um excesso de emoções, sentimentos e pensamentos que que prejudicam e afetam o nosso bem-estar emocional (Beneton, 2021). A ansiedade provoca alterações no nosso apetite, sendo que na maior parte das vezes leva-nos a ingerir alimentos mais energético e açucarados, o que faz com que seja promovida uma escolha negativa relativamente ao que vamos ingerir face às situações desagradáveis ou agradáveis que tenhamos vivenciado no momento, em função, portanto, daquilo que estamos a sentir (Araújo 2017). A resposta comportamental na ansiedade que cada pessoa adota é diferente, o que também influencia as reações corporais e as distintas escolhas alimentares.

Autoestima e a Pressão

Pelo Emagrecimento

Quando falamos em ansiedade e alimentação é igualmente importante falarmos da Autoestima e do emagrecimento, sendo que são dois fatores que contribuem em grande escala para a vulnerabilidade que a pessoa sente em relação a si mesma.

 

A autoestima diz respeito à forma como a pessoa se sente em relação a si própria, ou seja, o autojulgamento geral. Uma pessoa que tenha baixa autoestima não se vai aceitar tal como é, sem autorrespeito, amor próprio e desvaloriza-se. Também é crucial aqui referirmos a autoimagem e diferenciá-las. A autoestima podemos compreender como sendo algo que damos a nós mesmos e na autoimagem a forma como imaginas que os outros te veem (Seromenho, 2024).


O emagrecimento tem uma ideia negativa associada, e as pessoas veem isso como uma obrigação. Hoje em dias os padrões impostos pela sociedade são exigentes, criam uma pressão para o corpo perfeito. Essas exigências podem gerar ansiedade, principalmente em pessoas com baixa autoestima, por exemplo. Essas pessoas, podem adotar comportamentos extremistas ao ponto de desenvolverem perturbações alimentares, como por exemplo a anorexia, bulimia, perturbação dismórfica corporal e compulsão alimentar.

Também as redes sociais, atualmente, podem ser um gatilho para o desenvolvimento de comportamentos desadequados face à alimentação. Muitas vezes, a comparação com outros corpos faz com que diminua a autoestima e cria ansiedade por se acharem inferiores, que não são bonitas e que não têm o corpo perfeito.

Promover o Equilíbrio e o Bem-Estar

Então, sermos capazes de promover a autoestima, modificar comportamentos, desmistificar crenças desadaptativas em relação as nós próprios vai certamente contribuir para uma alteração significativa não só no bem-estar emocional como também no bem-estar físico e nutricional.

Autor: Drª Marlene Cardoso

2025

Referências

Araújo, A. H. (2017). Influências de quadros de ansiedade e depressão

no consumo alimentar em adultos jovens saudáveis Dissertação de Mestrado,

Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brasil

.

Beneton, E. R., Schmitt, M., & Andretta, I. (2021). Sintomas de depressão,

ansiedade e estresse e uso de drogas em universitários da área da saúde.

Revista da SPAGESP, 22 (1), 145-159.

.
Santos, A. L. L., Santos, M. L. L., Oliveira, M. S., Neves, S. O. C., & Santos, V. E. (2022).

Relação entre ansiedade e consumo alimentar: uma revisão de literatura.

Research, Society and Development, 11 (8), 1-7.


Seromenho, S. (2023).

Não é loucura, é ansiedade

. Lisboa. Contraponto Editores.

Os nossos parceiros

BLOG TEAR

Art. 03

ANSIEDADE E EMAGRECER

A alimentação é uma necessidade básica de sobrevivência do ser humano. Com a agitação diária e a evolução é notório que houve uma adaptação alimentar com foco na praticidade. Esta adaptação trouxe consigo uma maior ingestão de alimentos processados, açúcares e gorduras, o que pode contribuir para o desenvolvimento de perturbações como a ansiedade (Santos, et al., 2022).

A fome emocional torna-se uma estratégia adotada para a pessoa confortar os seus sentimentos, quase como um reforço positivo,

“eu vou comer um pacote inteiro de batatas fritas porque mereço, porque estou triste”. Ou seja, é uma necessidade irreal, que tem impacto negativo na saúde física e psicológica, mas que foi adotado como estratégia desadaptativas.

 

É definida como uma resposta à recompensa, ao impulso e ao prazer.

Sabemos que o consumo de açúcar não tem só um impacto negativo na nossa saúde física, mas também na saúde psicológica, nomeadamente na ansiedade.

Como a Ansiedade Afeta o Comportamento Alimentar

Podemos definir a ansiedade como sendo um excesso de emoções, sentimentos e pensamentos que que prejudicam e afetam o nosso bem-estar emocional (Beneton, 2021). A ansiedade provoca alterações no nosso apetite, sendo que na maior parte das vezes leva-nos a ingerir alimentos mais energético e açucarados, o que faz com que seja promovida uma escolha negativa relativamente ao que vamos ingerir face às situações desagradáveis ou agradáveis que tenhamos vivenciado no momento, em função, portanto, daquilo que estamos a sentir (Araújo 2017). A resposta comportamental na ansiedade que cada pessoa adota é diferente, o que também influencia as reações corporais e as distintas escolhas alimentares.

Autoestima e a Pressão Pelo Emagrecimento

Quando falamos em ansiedade e alimentação é igualmente importante falarmos da Autoestima e do emagrecimento, sendo que são dois fatores que contribuem em grande escala para a vulnerabilidade que a pessoa sente em relação a si mesma.

 

A autoestima diz respeito à forma como a pessoa se sente em relação a si própria, ou seja, o autojulgamento geral. Uma pessoa que tenha baixa autoestima não se vai aceitar tal como é, sem autorrespeito, amor próprio e desvaloriza-se. Também é crucial aqui referirmos a autoimagem e diferenciá-las. A autoestima podemos compreender como sendo algo que damos a nós mesmos e na autoimagem a forma como imaginas que os outros te veem (Seromenho, 2024).

O emagrecimento tem uma ideia negativa associada, e as pessoas veem isso como uma obrigação. Hoje em dias os padrões impostos pela sociedade são exigentes, criam uma pressão para o corpo perfeito. Essas exigências podem gerar ansiedade, principalmente em pessoas com baixa autoestima, por exemplo. Essas pessoas, podem adotar comportamentos extremistas ao ponto de desenvolverem perturbações alimentares, como por exemplo a anorexia, bulimia, perturbação dismórfica corporal e compulsão alimentar.

Também as redes sociais, atualmente, podem ser um gatilho para o desenvolvimento de comportamentos desadequados face à alimentação. Muitas vezes, a comparação com outros corpos faz com que diminua a autoestima e cria ansiedade por se acharem inferiores, que não são bonitas e que não têm o corpo perfeito.

Promover o Equilíbrio e o Bem-Estar

Então, sermos capazes de promover a autoestima, modificar comportamentos, desmistificar crenças desadaptativas em relação as nós próprios vai certamente contribuir para uma alteração significativa não só no bem-estar emocional como também no bem-estar físico e nutricional.

Autor: Drª. Marlene Cardoso

2025

Referências

Araújo, A. H. (2017). Influências de quadros de ansiedade e depressão

no consumo alimentar em adultos jovens saudáveis Dissertação de Mestrado,

Universidade de Brasília, Brasília, DF, Brasil

.

Beneton, E. R., Schmitt, M., & Andretta, I. (2021). Sintomas de depressão,

ansiedade e estresse e uso de drogas em universitários da área da saúde.

Revista da SPAGESP, 22 (1), 145-159.

.

Santos, A. L. L., Santos, M. L. L., Oliveira, M. S., Neves, S. O. C., & Santos, V. E. (2022).

Relação entre ansiedade e consumo alimentar: uma revisão de literatura.

Research, Society and Development, 11 (8), 1-7.

.

Seromenho, S. (2023).

Não é loucura, é ansiedade

. Lisboa. Contraponto Editores.