
Ao contrário do que se pensa, o uso excessivo de ecrãs em adultos mais velhos nem sempre está ligado à tecnologia em si, mas à necessidade humana de companhia, distração e ligação emocional.
Algumas razões comuns:
- Falta de convivência familiar ou social
- Rotina solitária após reforma
- Perda de amizades ou companheiro/a
- Sensação de invisibilidade ou inutilidade
- Necessidade de estimulação mental
Nessas circunstâncias, o telemóvel torna-se uma companhia silenciosa, um canal de ligação ao mundo exterior.
Alguns sinais de alerta:
- Estar horas seguidas no telemóvel, mesmo sem interação ativa
- Irritabilidade quando não há acesso ao dispositivo
- Diminuição do contacto com outras pessoas presenciais
- Substituição de conversas reais por consumo passivo de redes sociais ou vídeos
- Negação quando se sugere reduzir o tempo de ecrã
Estes comportamentos podem indicar que os adultos mais velhos usam o telemóvel para combater a solidão, mas sem resolver a causa emocional de fundo.

Estratégias para lidar com a solidão de forma mais saudável
1. Validação emocional
Evite comentários como “Estás sempre agarrado ao telemóvel” ou “Vai dar uma volta”.
→ Em vez disso, experimente perguntar:
“Sentes-te sozinho/a às vezes?”
“Queres companhia para fazer algo diferente esta semana?”
2. Estimular atividades offline com significado
→ Voluntariado em instituições locais
→ Oficinas de culinária, escrita, jardinagem ou arte
→ Aulas de exercício adaptadas
→ Grupos de leitura ou de partilha de memórias
3. Criar rituais familiares
→ Telefonemas fixos durante a semana
→ Envolvimento em tarefas simples com filhos/netos
→ Sessões de jogos de tabuleiro ou filmes.
4. Apoio psicológico
Em muitos casos, há um luto mal resolvido, baixa autoestima ou isolamento emocional profundo.
A psicoterapia ajuda a trabalhar o vazio interior, desenvolver estratégias de ligação e dar novo propósito à fase sénior da vida.
Na Clínica Tear, realizamos sessões especialmente adaptadas para adultos mais velhos.













